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Século XI a.C.

Século XI a.C.

Antes de Portugal se afirmar como reino independente, muitos foram os povos que por cá passaram e que ajudaram a moldar o espírito do país de hoje, deixando os vestígios, hábitos, costumes, técnicas e conhecimentos. Os Iberos foram os primeiros povos a passar pela Península Ibérica, território onde hoje se encontra Portugal e Espanha. Este povo dedicava-se à exploração mineira, à agricultura e à metalurgia. 

 

 

Século X a.C. 

No primeiro milénio antes de cristo chegam vindos da Europa os Celtas. Dominavam a arte da metalúrgica trabalhando o ouro, a prata e o bronze, construindo adornos, armas, alfaias agrícolas. Para se protegerem construíam no cimo dos montes casas circulares de pedra cobertas por colmos, chamadas de castros. Algumas localidades de Portugal têm o nome com sua origem nestes povos, como Brigantia atual Bragança, Bracara atual Braga, Pendraganum atual Pedrógão. 

 

 

Século IX a.C. 

Mais tarde este povo Celta viria a misturar-se com os Iberos dando origem aos Celtiberos (ou Celtaibéros). Os Lusitanos foram uma das tribos que mais se destacou do povo Celtibero. Era uma tribo guerreira que vivia na Lusitânia, território que abrangia grande parte do que é hoje chamado de Portugal. Dedicavam-se essencialmente à agricultura, à pesca e à pastorícia. Utilizavam a pele dos animais, como a lã, que teciam para fazer vestes.

Século VII a.C.

Século VII a.C.

O clima temperado da Península Ibérica, as suas riquezas naturais como terras férteis e abundância de metais (prata, cobre, estanho e ouro) e a sua localização geográfica, continuaram a atrair novos povos. Os Fenícios, os Gregos, os Cartagineses foram alguns dos povos que passaram pela Península Ibérica vindos pelo Mar Mediterrâneo, eram essencialmente navegadores e comerciantes. Eram povos mais evoluídos, o que permitiu aos povos já instalados na Península Ibérica aprenderam novas técnicas. Os Fenícios trouxeram o primeiro alfabeto e escreviam em papiro, os Gregos inseriram o uso das moedas nas trocas comerciais, e os Cartagineses introduziram a técnica da salga (conservação do peixe em sal).

Século III a.C.

Século III a.C.

Os Romanos, também atraídos pelas riquezas naturais, começaram a invadir a Península Ibérica. Tinham um exército poderoso, disciplinado, bem organizado e facilmente conquistaram toda a Península Ibérica à exceção da Lusitânia. Após quase dois séculos de contínuas batalhas ganhas contra os Romanos, Viriato (chefe do povo Lusitano) acabaria por ser traído por alguns dos seus seguidores que foram pagos pelos Romanos para matar o seu chefe. As batalhas continuaram, com Sertório a comandar as tropas dos lusitanos, mas que viria a morrer também por traição. Os Lusitanos, enfraquecidos acabariam por ser dominados pelos Romanos. 

Século I a.C.

Século I a.C.

Durante quase 600 anos a Península Ibérica foi dominada pelos Romanos, que também já haviam conquistado todo o território em volta do Mar Mediterrâneo chamando-lhe “mare nostrum” (o nosso mar). O povo acabaria por se adaptar a esta nova cultura, dando-se a este processo o nome de Romanização. Os castros foram substituídos por vilas rústicas, quintas em terras baixas, em que as casas eram cobertas por telhas e o chão de ladrilhos. Formaram-se cidades e construíram-se casas luxuosas, edifícios públicos como teatros, termas e aquedutos, e uma rede de estradas e pontes para facilitar o comércio e a circulação do exército. As trocas comerciais começam a aumentar e começam a surgir em locais habituais. Na agricultura desenvolveu-se o cultivo do trigo, da vinha, da oliveira e das árvores de fruto, na indústria progrediram as olarias, as forjas, as pedreiras, as minas, a salga do peixe e a tecelagem. O cristianismo instalou-se como religião e surge o latim como língua unificadora – dando mais tarde origem ao português, espanhol, italiano, francês e romeno – assim como a numeração romana ainda muito utilizada nos dias de hoje. Muitos são os vestígios romanos que ainda encontramos hoje em Portugal, desde estradas, pontes, templos, aquedutos, fontes e até ruínas de vilas romanas.

Século V

Século V

Atraídos pelo rico império dos romanos, os povos que viviam além das fronteiras do império, de onde se destacam os Suevos e os Visigodos, começaram a invadir a Península Ibérica. Estes povos foram apelidados pelos romanos de bárbaros por terem uma cultura diferente da praticada no império. O Império Romano, após várias guerras e derrotas e já muito enfraquecido acabaria por sair derrotado para estes povos. Os Suevos fixaram-se no noroeste e os Visigodos no restante território. Depois de alguns anos de batalhas os Visigodos acabariam por dominar toda a Península Ibérica expulsando os Suevos das suas terras. Este povo acabaria por absorver alguma da difundida cultura romana, costumes e tradições, nomeadamente o latim falado pelas diferentes tribos de maneiras distintas (começando a assemelhar-se com os atuais idiomas – português, espanhol, francês) e a religião - o Cristianismo. 

Século VIII

Século VIII

Vindos da Península Arábica, surgem os Árabes (também conhecidos pelos Mouros ou Muçulmanos) para invadir a Ásia, o Norte de África e a Península Ibérica, procurando novas terras, riquezas e expandir a sua religião. Eram seguidores da religião islâmica e iniciaram uma dura batalha contra os povos da religião cristã. Acabariam por dominar quase toda a Península Ibéria à exceção das regiões montanhosas do norte, as Astúrias. Instalaram-se durante muito tempo, trazendo conhecimentos de astronomia, medicina, geografia, matemática (numeração árabe, utilizada atualmente), instrumentos náuticos (como a bússola, cartografia, astrolábio árabe), técnicas de rega (como a nora, açude, chafariz, picota), novas plantas (como o arroz, a laranjeira, a amendoeira, figueira, limoeiro, alface, abóbora, pepino, algodão), lagares de azeite, moinhos de vento, técnica do azulejo, fabrico de papel, pólvora entre outros. Vestígios árabes podem ser encontrados ainda hoje em Portugal como mesquitas, vocábulos da língua portuguesa (Algarve, Faro, Odemira, almofada, algarismos, algodão, alguidar), cidades e vilas do Algarve com açoteias (casas com terraço) e as chaminés. 

Século XI

Século XI

Durante alguns séculos manteve-se uma dura batalha, com alguns períodos de paz, entre os povos da religião cristã e os da religião islâmica. No século XI inicia-se a reconquista cristã e formam-se os primeiros reinos cristão, ganhos aos Árabes, no norte da Península Ibérica – Reino das Astúrias, Reino de Leão, Reino de Castela, Reino de Navarra e Reino de Aragão. Com alguns avanços e recuos, foram empurrando os povos Árabes para o sul da Península Ibérica. 

Século XII

Século XII

O Rei D. Afonso VI, que governava o reino de Leão e Castela, pede a dois cavaleiro vindos do norte da Europa, D. Raimundo e D. Henrique, para o ajudar a travar a constante invasão árabe aos seus reinos. Pela ajuda prestada, D. Afonso VI concede a D. Raimundo a mão de sua filha D. Urraca juntamente com o reino de Castela, e a D. Henrique a sua filha D. Teresa e umas terras apelidadas de Condado Portucalense (correspondente atualmente ao norte de Portugal). Em 1109 nasce deste último casamento D. Afonso Henriques que vê o seu pai morrer com apenas três anos de idade. D. Teresa assume o papel de comandante do condado sobe a forma de regência, em nome do seu filho ainda menor. Contudo na tentativa de se aliar a um fidalgo galego, Fernão Peres, colocando em risco a independência do condado em relação aos espanhóis e recusando-se também mais tarde a entregar o governo ao legítimo D. Afonso Henriques, dá-se início a um confronto entre filho e mãe que terminaria em 1128 com a batalha de São Mamede, obrigando D. Teresa a entregar o título ao seu filho D. Afonso Henriques. Continuando a luta contra os cristãos de Leão e Castela e os muçulmanos que se ocupavam do sul, Afonso Henriques conseguiu uma importante vitória contra os Mouros na Batalha de Ourique, em 1139. Com o apoio dos nobres portugueses declara a independência do condado, autoproclamando-se como Rei de Portugal. Conquistou terras até onde se encontra atualmente Beja.

1143

1143

Uns anos mais tarde, Afonso Henriques terá prestado secretamente homenagem ao Cardeal Guido de Vico, legado papal na Península Ibérica, que por sua vez lhe prometeu a proteção da Santa Fé, concedendo-lhe a independência em relação a qualquer outra autoridade a não ser o Papa. A 5 de Outubro de 1143, o Imperador da Hispânia e primo de D. Afonso Henriques, D. Afonso VIII, reconhece oficialmente com a assinatura do Tratado de Zamora o título real a Afonso Henriques. Em 1179, através da Bula Manifestis Probatum de Alexandre III, o Papa reconhece oficialmente D. Afonso Henriques como rei e Portugal como reino independente.

Século XIII

Século XIII

Durante a primeira dinastia sucederam-se reis que continuaram a alargar o território de Portugal para sul, conquistando terras aos Mouros. No reinado de D. Afonso III acontece a ocupação definitiva do Alentejo, e conquista-se aos mouros o último pedaço de território do atual Portugal, a região sul do Algarve (na altura com o nome árabe de “al-Gharb”). Contudo o reino de Castela reclamava essas terras como suas, sendo apenas com o Tratado de Badajoz de 1267, assinado entre o Rei D. Dinis de Portugal (sucessor de D. Afonso III) e o Rei D. Afonso X de Castela, que as terras do Algarve passariam a ser definitivamente território português. Nos termos deste tratado, o rei de Castela abdicava do território do Algarve, estabelecendo-se o Rio do Guadiana a linha de fronteira entre os reinos. Foi também no reinado de D. Dinis que este assinou o Tratado de Alcanizes em 1297, com o Rei D. Fernando IV de Castela, onde ficariam descritos os limites definitivos da fronteira entre Portugal e Espanha. O Rei D. Dinis, conhecido como o Lavrador, prestou grande dedicação ao desenvolvimento do comércio marítimo, da agricultura e ao impulso da cultura nacional. Entre as suas medidas mais notáveis, conta-se a sementeira do pinhal de Leiria e a criação da primeira universidade portuguesa com o apoio do Papa, a Universidade de Coimbra em 1290. Durante o seu reinado, a coroa entrou em litígio com a Santa Sé que pretendia extinguir a Ordem dos Templários. Consciente da sua importância na defesa do território português, D. Dinis conseguiu salvá-la alterando o seu nome para Ordem de Cristo mas mantendo-se os mesmos efetivos, os mesmos bens e a estrutura organizativa.

Século XIV

Século XIV

Quando D. Fernando morreu, nono rei de Portugal e casado com D. Leonor Telles, tinha apenas uma filha ainda criança, D. Beatriz, que tinha acabado de casar com o Rei de Castela. Alguns portugueses, liderados por D. João Mestre de Avis, filho bastardo de D. Pedro I, revoltaram-se contra esta situação com medo de perder a independência para o reino de Castela. Os castelhanos começaram a atacar Portugal, que se encontrava sem rei, e o povo escolheu Mestre de Avis para administrar o reino e tratar da defesa contra os castelhanos. Nuno Álvares Pereira foi escolhido para chefiar as tropas portuguesas onde obteve diversas vitórias, nomeadamente a da Batalha de Aljubarrota em 1385. Com esta batalha ganha, consolida-se a independência de Portugal e D. João I Mestre de Avis é aclamado Rei de Portugal, iniciando-se a segunda dinastia. Para comemorar esta importante vitória ordena a construção do Mosteiro da Batalha em estilo gótico (ou Mosteiro de Santa Maria da Vitória). D. João I, casado com D. Filipa Lencastre teve cinco filhos, D. Duarte o mais velho e o Infante D. Henriques o mais novo. Na altura Portugal estava a atravessar uma crise económica e o Infante D. Henrique teve a ideia de criar em Sagres uma escola para formar navegadores e assim iniciar-se a expansão marítima com o objetivo de procurar novas riquezas, novos locais de comércio e ao mesmo tempo expandir a fé cristã. 

Século XV

Século XV

Foi durante este século que aconteceram as grandes descobertas portuguesas via marítima, e consequentemente as grandes trocas comerciais de produtos que chegavam de África, Índia e Brasil - ouro e pedras preciosas, marfim, malaguetas, especiarias (pimenta, canela, cravinho, noz-moscada), açúcar, seda, tabaco, escravos, porcelanas chinesas. A necessidade de navegação em alto mar fez surgir novos barcos como a caravela que podia bolinar e mais tarde a nau, novos utensílios náuticos como o astrolábio, o quadrante, a bússola, a balestilha, novas cartas e mapas mais rigorosos, desenvolvendo-se a cartografia, a astronomia e a matemática. Começaram-se a erguer novos edifícios públicos como o Hospital Real de Todos-os-Santos em Lisboa (1492) e as Misericórdias de Lisboa, Porto e Évora. (1498/1499).

1415 - dá-se a conquista de Ceuta no norte de África

1419 - João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira descobrem o arquipélago da Madeira

1427 - inicia-se o descobrimento do arquipélago dos Açores por Diogo Silves

1434 - Gil Eanes chega ao Cabo Bojador

1441 - Nuno Tristão chega ao Cabo Branco

1444 - Dinis Dias inicia a descoberta do arquipélago de Cabo Verde

1471 - inicia-se o descobrimento do arquipélago de São Tomé e Príncipe

1487 - Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança.

1492 - Com o apoio do reino espanhol antes recusado pelo reino português, Cristóvão Colombo chega a umas ilhas da América Central. Seguem-se a promulgação de três bulas papais que concediam o domínio dessas terras ao reino de Espanha. O Rei de Portugal, D. João II, renegocia esta decisão entre os dois reinos sem a intervenção do Papa. A 4 de junho de 1494 assina-se o Tratado de Tordesilhas entre os reinos de Espanha e Portugal, onde se decide que o mundo ficaria dividido em duas áreas de exploração, portuguesa e espanhola. Uma linha imaginária a 370 léguas de Cabo Verde serviria de referência para a divisão das terras, separando as terras de Portugal a leste, das terras da Espanha a oeste. 

1498 - No reinado de D. Manuel I introduzem-se as naus na frota marítima portuguesa e Vasco da Gama descobre o caminho marítimo para a Índia

1500 - Pedro Álvares Cabral a caminho da Índia desvia-se da rota e chega ao Brasil.

Século XVI

Século XVI

Nos reinados de D. João II e de D. Manuel I Lisboa teve um grande desenvolvimento beneficiando de importantes obras públicas, tornando-se uma das principais cidades da Europa. O Mosteiro dos Jerónimos, em estilo Manuelino, foi mandado construir em Lisboa em 1502 pelo Rei D. Manuel I. No reinado de D. João III, em 1534 inicia-se a colonização do Brasil. Ainda em 1514 Jorge Álvares chega à China e em 1557 Macau é cedido aos portugueses pelo imperador chinês Chi-Tsung, como recompensa dos serviços prestados na luta contra os piratas no Mar Amarelo. Em 1578 o rei de Portugal D. Sebastião, que não era casado nem tinha filhos, morre na Batalha de Alcácer Quibir sucedendo-lhe o seu tio-avô o Cardeal D. Henrique. Portugal encontrava-se num período de gestão instável. Chegavam grandes quantidades de riqueza ao país que apenas beneficiavam o rei, a nobreza, o clero e a burguesia, deixando o povo revoltado e a viver com dificuldades. D. Henrique com graves problemas de saúde mas sem sucessores demonstra interesse em nomear Filipe II de Espanha como seu sucessor ao trono mediante um acordo que traria benefícios ao reino. Contudo morre em 1580 sem nenhuma nomeação e o povo que temia perder a independência para Espanha nomeia Prior de Crato, D. António, rei de Portugal. O reinado de D. António viria a ser muito curto pois D. Filipe II de Espanha invade Portugal derrotando o rei na Batalha de Alcântara chefiada pelo Duque de Alba. A nobreza tinha interesses económicos em aliar-se a Espanha e D. Filipe II de Espanha promete zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais, sendo facilmente aclamado rei com o título Filipe I de Portugal. Inicia-se a terceira dinastia, a Filipina, e Portugal perde a sua independência sendo governado por reis espanhóis durante 60 anos. 

Século XVII

Século XVII

O povo estava revoltado com esta perda de independência e a nobreza não viu serem cumpridos benefícios prometidos. Registaram-se vários motins populares e a 1 de dezembro de 1640 um grupo de nobres portugueses prende a Duquesa de Mântua, que se encontrava a representar o rei espanhol D. Filipe III em Portugal. O grupo proclama a Restauração da Independência e aclama D. João IV, Duque de Bragança, rei de Portugal. Sucedem-se vários confrontos entre Portugal e Espanha que chegam ao fim em 1668 na Guerra da Restauração, com a assinatura de um tratado de paz entre os dois reinos. Entretanto os territórios portugueses no Brasil, África e Ásia estavam a ser invadidos e D. João IV inicia a reconquista destas terras enviando exército para as defender e pessoas do povo para as povoar. O Conselho de Estado, criado pelo Cardeal D. Henrique em 1562, é reorganizado por D. João IV passando a ser constituído por um conjunto de secretários de Estado e presidido pelo próprio monarca. Ainda em 1640 surge o primeiro jornal português com o objetivo de relatar a aclamação de D. João IV e informar regularmente o público sobre os sucessos militares e outros acontecimentos, quer nacionais, quer estrangeiros. Em 1697 descobrem-se minas de ouro e diamantes no Brasil e em 1699 começam a ser enviados os primeiros carregamentos para Portugal.

Século XVIII

Século XVIII

Em 1703 Portugal e Inglaterra assinam um acordo comercial, que garantia a Portugal facilidade de compra de tecidos ingleses e a Inglaterra semelhante facilidade na compra de vinho português. Entre 1715 e 1755 a coroa portuguesa beneficiava de muitas riquezas vindas do Brasil, porém as extravagâncias da nobreza fizeram com que o povo vivesse em grande pobreza. Em 1717 inicia-se a construção do Palácio-Convento de Mafra e da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e em 1720 a fundação da Academia Real de História Portuguesa. Em 1731 introduz-se a ópera italiana em Portugal. Em 1750 durante o reinado de D. José I, Sebastião José de Carvalho e Melo, conhecido por Marquês de Pombal, assume o cargo de Secretário de Estado do reino de Portugal e torna-se responsável por várias reformas administrativas, económicas e sociais. Em 1751 Marquês de Pombal acaba com a escravatura em Portugal Continental. No dia 1 de novembro de 1755 acontece um violento terramoto em Lisboa que destrói parcialmente a cidade e Marquês de Pombal ordena ao exército a imediata reconstrução da cidade de Lisboa. A sua reconstrução seguiria o estilo da época, o iluminismo, e seria uma das mais audaciosas propostas urbanísticas da Europa da época.

O plano urbanístico compunha um traçado geométrico ortogonal, com hierarquização de vias definidas em função das duas principais praças da cidade: o Rossio centro comunitário, e a Praça do Comércio (antigo Terreiro do Paço) centro político e económico. A cidade viria a equipar-se de importantes obras públicas como a Basílica da Estrela, o Teatro de S. Carlos e o Palácio da Ajuda e mais tarde, em 1784, de iluminação pública. Marquês de Pombal que pretendia tornar Portugal independente a nível industrial e aumentar a instrução dos portugueses, criou fábricas como a Companhia de Vinhos do Alto Douro, as Companhias do Grão Pará, do Maranhão, de Pernambuco e da Paraíba e uma companhia de pesca de atum e sardinha no Algarve. Em Lisboa instituiu uma junta de Comércio e em 1776 organizou em Oeiras a primeira exposição industrial que se realizou no mundo. Na área de instrução pública criou a instrução primária e secundária oficiais fundando oitocentos e trinta e sete escolas. Reformou as Universidade introduzindo o ensino das ciências naturais orientada por diversos professores vindos do estrangeiro. Fundou a Régia Oficina Tipográfica e simplificou o processo de censura das publicações de livros. Em 1797 é introduzido o papel-moeda em Portugal, pedaços de papel simples e facilmente falsificável, que representavam apólices emitidas ao portador.

Século XIX

Século XIX

No final do século XVIII início do século XIX acontecia em França a revolução francesa. Em 1799 o imperador francês, Napoleão Bonaparte, que tinha como objetivo a expansão do seu território, começa a perder importantes batalhas contra o seu principal inimigo a Inglaterra. De forma a retomar a glória, ordena a todos os países da Europa um bloqueio continental ao comércio inglês. Portugal, aliado histórico de Inglaterra, não aceita estas revindicações e o exército francês invade o território português dirigindo-se a Lisboa. Portugal e Inglaterra que já previam esta situação planeiam a fuga da família real para o Brasil, impedindo desta forma a sua captura e consequente tomada de posse do governo Francês. A 29 de novembro de 1807 a corte portuguesa embarca no porto do Tejo rumo ao Brasil onde chega em janeiro de 1808, transferindo-se a sede do governo português e a capital do reino para o Rio de Janeiro. Sucedem-se confrontos em Portugal com o exército francês que acabaria por ser derrotado e sair de Portugal em 1810, deixando contudo a indústria, agricultura e cultura do país devastada. Em 1820 estala em Portugal um movimento de caráter liberal, com as cortes de Lisboa exigindo o retorno de Dom João VI a Lisboa, ficando o seu filho D. Pedro provisoriamente encarregue da regência do Brasil. Em 1822 D. Pedro I recebe também das cortes de Lisboa uma carta a exigir o seu retorno a Portugal com o objetivo de recolonizar o Brasil ao qual respondeu negativamente. Em viagem a São Paulo recebe outra carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte do Brasil o que viria a provocar revolta em D. Pedro I. Declara então a independência do Brasil a 7 de setembro de 1822 e proclama-se rei em dezembro desse ano. Nesse ano em Portugal o rei presta juramento solene à primeira Constituição portuguesa de 1822 iniciando-se um período de monarquia constitucional que dividia o poder em legislativo, executivo e judicial, limitando o papel do rei. Os Reis de Portugal que reinaram durante o século XIX implementaram enumeras reformas nos transportes, na agricultura, na indústria e no ensino com o objetivo de desenvolver Portugal que se encontrava atrasado em relação aos outros países da Europa. Surgiram novos meios de transporte como a mala-posta, o comboio, o barco a vapor e o automóvel; novas facilidades de comunicação como o telefone, o telégrafo, as placas toponímicas, os marcos de correio nas vias públicas, o selo adesivo; novos sistemas de ensino como escolas primárias do 1º ao 4º ano, liceus do 5º ano ao 12º ano e escolas técnicas que preparavam estudantes para trabalhar no comércio ou na indústria. Contudo o estado de miséria em que o exército francês tinha deixado o País, o impacto na economia portuguesa que resultou da independência do Brasil, os sucessivos extravagantes gastos da nobreza e a Guerra Civil entre os irmãos D. Pedro e D. Miguel que disputavam a coroa do reino, encaminharam Portugal para uma forte crise económica e social na segunda metade do século XIX. Em 1884 com a Conferência de Berlim fica determinado a posse de território em África mediante a ocupação efetiva dos solos, onde Portugal afirmava o direito histórico do território que ia de Angola a Moçambique, chocando com interesses territoriais ingleses, acabando Portugal por ceder. Esta cedência fez aumentar a revolta do povo ocorrendo numerosas manifestações e crescendo o número de republicanos que se vinham a afirmar desde a fundação do Partido Republicano em 1876.

Século XX

Século XX

Em 1907 João Franco, com a permissão do Rei, lidera o governo assumindo uma ditadura administrativa, mandando dissolver o parlamento e decretando censura à imprensa. Em 1908 o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe são mortos a tiro, subindo ao trono D. Manuel II. Na sequência da instabilidade política em que se encontrava o país, em Outubro de 1910 estala a revolta republicana levada a cabo por militares auxiliados por populares, espalhando-se rapidamente por todo o país sem encontrar grande oposição. A 5 de Outubro de 1910 é proclamada a República na varanda da Câmara Municipal de Lisboa e D. Manuel II foge para Inglaterra. O Partido Republicano toma a liderança do país, forma um Governo Provisório liderado por Teófilo Braga e começa os preparativos das eleições para a Assembleia Constituinte. É elaborada a Constituição de 1911 dividindo-se o governo em Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judicial. A 24 de Agosto de 1911 a Assembleia Constituinte nomeia o 1º Presidente da República, Manuel de Arriaga. Com a 1ª República surgem novos símbolos como a nova moeda o escudo, nova bandeira de Portugal, novo hino “A Portuguesa”; surgem novas medidas como a lei da separação do estado da igreja, expulsão das ordens religiosas e do ensino religioso nas escolas, obrigatoriedade do registo civil, regulamentação do divórcio, instrução obrigatória dos 7 aos 12 anos de idade, fundação das universidades de Lisboa e do Porto, regulamentação da greve, criação de seguro social, diminuição do horário de trabalho com descanso semanal obrigatório. Contudo a implantação da república que muitos acharam que iria trazer melhoras à situação do país não se verificou, continuando as dificuldades económicas consequência da inflação dos preços e impostos, e uma constante desvalorização do escudo. Em 1916 Portugal entra na Primeira Guerra Mundial com o objetivo de defender as suas colónias o que agrava as despesas públicas. Vive-se no país uma instabilidade política com constantes mudanças do governo – entre 1910 e 1920 sucederam-se 45 governos e 8 presidentes. O Partido Republicano desfaz-se formando-se novos partidos rivais com grandes divergências de ideais. Todos estes fatores contribuíram para um aumento do descontentamento, gerando-se muitas greves e manifestações que levaram ao golpe militar de 1926 chefiado pelo General Gomes da Costa. Era o fim da 1ª República e o início da ditadura militar. Em 1928 o chefe da ditadura militar, Óscar Carmona chama António Oliveira Salazar para Ministro das Finanças que através de uma política de forte austeridade consegue eliminar o défice financeiro. Em 1932 Salazar é nomeado Presidente do Conselho de Ministros, cargo que manteve durante 36 anos, instaurando no ano seguinte a Constituição de 1933 e um novo regime político - Estado Novo. Durante este regime de política autoritária e repressiva sem respeito pela liberdade do povo, estabeleceu-se um período de censura à imprensa, os antigos partidos políticos desapareceram com exceção do Partido Comunista Português a trabalhar na clandestinidade e fortemente perseguidos pela recém-criada polícia política, a PIDE. Quem tivesse uma opinião diferente à do regime político do país era perseguido e preso. Os jovens portugueses a partir dos 7 anos de idade foram obrigados a pertencer a uma organização militar da juventude, Mocidade Portuguesa, em que tinham de marchar fardados como soldados e fazer saudação nazi. Durante a Segunda Guerra Mundial, ainda sobre o governo de Salazar, Portugal manteve-se neutro no conflito obtendo um benefício económico devido ao aumento da exportação de variados produtos para os países intervenientes no conflito. Com o final da guerra pactua-se uma aliança com a Europa Ocidental e os Estados Unidos dando origem à NATO. Portugal abre as portas ao comércio internacional permitindo a entrada regulada de capitais estrangeiros, beneficiando diversos setores industriais. Contudo verificavam-se graves assimetrias regionais, uma crise agrícola e a incapacidade de outros sectores económicos absorverem a mão-de-obra rural que abandonava os campos. Esta falta de emprego dá origem nos anos sessenta a um grande fenómeno de emigração da classe trabalhadora portuguesa, para vários destinos Europeus, Brasil e África, movidos pelo desejo de melhores condições de vida. Também a ideologia colonista do Estado Novo de manter as suas possessões ultramarinas, contrariando o amplo movimento independentista das colonias dos países europeus (França, Inglaterra, Holanda, Espanha, etc.), conduziu Portugal à Guerra do Ultramar (1961-1974). Esta guerra origina inúmeras mortes e deixa o País com sérios problemas econômicos e políticos, além da forte pressão internacional exercida pela ONU, principalmente os E.U.A., que condenavam o colonialismo. A decadência económica e o desgaste da guerra colonial provocaram descontentamento na população e nas forças armadas, favorecendo o aparecimento de um movimento contra a ditadura.

A 25 de abril de 1974 explode um golpe efetuado por militares do Movimento Forças Armadas, que derrubaria o Estado Novo após 41 anos de existência. Esta manifestação teve como senha para início, a emissão na rádio de uma música proibida pela censura “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso. Ficou conhecida como Revolução dos Cravos, por se tratar de uma manifestação pacífica que não obteve grande resistência das forças leais e onde no final a população saiu às ruas para comemorar o fim da ditadura distribuindo cravos, a flor nacional, aos soldados rebeldes em forma de agradecimento. Era o fim do regime ditatorial substituído por um regime democrático. Libertam-se os presos políticos, extingue-se a censura e a polícia política, acaba-se a Guerra Colonial e consequentemente dá-se o início da independência das colónias portuguesas. Decreta-se a escolaridade obrigatória e a proibição do trabalho infantil. Os cidadãos retomam as suas liberdades e criam-se condições para o progresso do Estado. Não obstante, quase meio século de regime ditatorial atrasara Portugal economicamente em relação aos restantes países Europeus, que apresentava pouca competitividade dos produtos nacionais e a moeda bastante desvalorizado. Um ano depois da revolução realizam-se as primeiras eleições livres, com o objetivo de formar uma Assembleia Constituinte que elaborasse uma nova constituição. Formaram-se vários partidos políticos, e em 1976 é elaborada a nova Constituição da República Portuguesa. Dias depois o Partido Socialista vence as eleições legislativas, tornando-se o líder do partido Mário Soares, primeiro-ministro do I Governo Constitucional de Portugal. Nas primeiras eleições democráticas Ramalho Eanes é eleito Presidente da República. Em 1982 é feita uma primeira revisão da Constituição de 1976 e cria-se um Tribunal Constitucional ao estilo dos países democráticos. Em 1986 Portugal adere à Comunidade Económica Europeia facilitando o acesso das empresas portuguesas aos mercados estrangeiros, auxiliando na progressão da economia portuguesa.

Testemunhos

"Obrigada por todo o profissionalismo e conhecimento da terra natal, isso para nós foi ótimo, porque o atendimento de vocês superou as minhas expectativas. Continuem com este serviço personalizado de qualidade. Sucesso, vocês merecem."

Laura e Camille, São Paulo, 2016-08-08

"Quero agradecer à Portugal B'side pela excelente organização da minha viagem a Portugal, foram momentos inesquecíveis. Muita coisa para ver e fazer, paisagens lindíssimas, para não falar na excelente gastronomia e no clima. Um beijinho muito especial de obrigado por toda a dedicação."

Sergio e Aline, Rio de Janeiro, 2016-07-25