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Fado

Fado

Uma das mais excelentes manifestações da cultura portuguesa é o Fado, normalmente cantado a uma só voz acompanhado por viola e guitarra portuguesa. Em 2011, o Fado foi classificado como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Aparece nos contextos populares de Lisboa oitocentista e começa a ser escutado de forma espontâneo nas ruas, em momentos de convívio e lazer. O Fado, cuja palavra significa “destino”, é cantado em tom melancólico invocando temas do quotidiano com ligação à saudade, ao amor, ao ciúme, à tragédia, à sina e destino, ao sofrimento. A fascinação pelo Fado surge no contraste entre este conteúdo nostálgico e o ritmo fadista que transmite uma sensação de humor reconfortante e que consegue emocionar mesmo quem não percebe uma palavra de português.

Existem duas derivações de Fado cantados em Portugal, o Fado de Lisboa e o Fado de Coimbra. O Fado de Lisboa, cantado principalmente nos bairros lisboetas de Alfama e Mouraria é o mais popular, com referência às temáticas do amor e da saudade, um cantar com tristeza e com sentimento de mágoas passadas e presentes, mas que também pode contar uma história divertida e com ironia, cantado por um fadista acompanhado da viola e guitarra portuguesa. O Fado de Coimbra de natureza mais académica, reflete uma tendência romântica e descritiva da vida dos estudantes daquela cidade e é cantado por homens vestidos com capas negras e acompanhados pela guitarra portuguesa. Uma das principais divas do Fado, conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e que influenciou fortemente o Fado moderno que se ouve nos dias de hoje foi Amália Rodrigues, falecida em 1999. Outros nomes históricos importantes de destacar são Carlos do Carmo, Alfredo Marceneiro, Carlos Ramos, Hermínia Silva entre muitos outros excelentes fadistas. Mais recentemente o Fado foi popularizado e levado além-fronteiras por excelentes jovens fadistas como Mariza, Camané, Carminho, Ana Moura entre outros. Hoje em dia podemos ouvir esta tradicional canção portuguesa em estabelecimentos tipicamente decorados num ambiente descontraído. Quando em meio dos ruídos de conversas escutar “Silêncio que se vai canta o Fado” faça-o e deixe-se levar pelo poderoso entoar deste cantar.

Cante Alentejano

Cante Alentejano

O Cante Alentejano, cantado em grupo e sem recurso a instrumentos musicais é um cantar típico do Alentejo, região portuguesa estabelecida pelos limites do rio Tejo a Norte e da região do Algarve a sul. São normalmente homens do campo que o cantam em grupo, dividido o coro em três vozes – o Ponto, o Alto e as Segundas Vozes. O Ponto, cantor solo, inicia sempre os dois primeiros versos, seguido do Alto que canta uma terceira acima e o restante coro que entra no tom do Ponto, enquanto o Alto ornamenta a melodia e preenche as pausas. As origens do cante remontam aos tempos passados, os tempos árduos de trabalhos no campo, surgindo como forma dos trabalhadores aconchegarem o espírito e se distanciarem mentalmente da dura azáfama do dia-a-dia. O cante coletivo que brotava das gargantas de homens e mulheres, enquanto caminhavam debaixo do sol escaldante do Alentejo para desbravar quilómetros de searas, dava uma sensação de força para enganar a fraqueza física. Com o declínio da economia tradicional agrícola o cante passa dos campos para as ruas, das ruas para as festas populares e começa a ser ouvido em cada taberna, criando-se os primeiros grupos com consistência organizativa. A mulher que sempre acompanhou esta tradição é silenciada no cante, dado o seu estatuto social que impunha que a taberna não era um local para senhoras, só voltando a cantar mais tarde após movimentos feministas pós 25 de Abril. As canções chamadas “modas” abordam temas que retratam a gente alentejana, a lavoura, o sofrimento, o amor, a crença e a morte. Serviam não só para reivindicar melhores condições de vida, mas também para apaziguar as dificuldades. Em 2014 foi declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Danças tradicionais populares

Danças tradicionais populares

Em todas as regiões de Portugal encontra uma dança tradicional, muitas delas com origens de tempo incerto. Sabe-se contudo que muitas refletem as tradições de namoro e galanteio de cada local e são praticadas com muita alegria e entusiasmo. Os trajes ostentados durante estas manifestações tradicionais são coloridos e representativos do vestuário do campo ou de festividades. Existem inúmeras danças tradicionais de cada região, sendo as mais conhecidas o Vira, o Chula, o Malhão, o Corridinho, a Tirana e o Fandango, e outras como o Bailarico, a Ciranda, a Farrapeira, a Gota, o Regadinho, as Saias

Trajes regionais

Trajes regionais

Nas diversas regiões de Portugal podem ser identificados diferentes trajos de permanência secular de utilização cerimoniosa ou quotidiana, indicadores dos valores culturais, religiosos, morais, económicos, atividade laborais da zona e respetiva repartição de tarefas ente homens e mulheres. Diferentes formas de indumentária que se deixam influenciar pelas intempéries de cada região e se adaptam às necessidades da situação, como o traje do pastor da Serra da Estrela ou dos pescadores da Póvoa do Varzim. Apesar da sua grande importância na história e cultura do país, a maioria dos trajes regionais são hoje apenas utilizados em ocasionais eventos festivos. As formas e cores dos diversos trajes regionais variam de forma marcada conforme a localização geográfica. Na faixa litoral destacam-se as cores fortes e garridas que exprimem sentimentos de alegria, prazer, desejo de viver e sentido de festa, mesmo quando o homem usava cores escuras a cor era introduzida na camisa, faixa ou camisola. Já no interior, os trajes apresentavam-se em tons neutros, como os castanhos, pretos, cinzas com poucos elementos decorativos de pequena dimensão, exprimindo a dureza da vida e do trabalho com o próprio clima mais rigoroso e frio. São muitos os trajes regionais em Portugal, uns ainda são utilizados no dia-a-dia, outros apenas em cerimónias importantes, outros já caíram em desuso. Seguem alguns exemplares que marcaram fortemente a cultura do seu povo.

Na região do Minho encontramos o denominado “traje à Vianesa” ou “traje à Lavradeira” que ainda pode ser visto hoje em alguns eventos festivos de grande gala, como casamentos, usado por moças de algumas aldeias do concelho de Viana do Castelo. A veste, que se destaca pelas suas cores garridas, azul, amarelo, vermelho, verde, fica composta por saia, colete, camisa, avental e lenço. Ao pescoço, maiores ou menores quantidades de colares de ouro demonstravam o estatuto social em que estava inserida.

A Capa de Honra de Mirandela, feita em burel, era um dos trajes mais nobres de Portugal usado exclusivamente por pessoas com um favorável nível de vida económico. Mais tarde viria a ser utilizada por boieiros para se protegerem do frio, contudo eram capas menos trabalhadas, para uso quotidiano. A Capa de Honra passaria a conferir um duplo sentido de dever e da honra.

 

O capote alentejano, ainda hoje muito utilizado nessa região, é uma réplica quase fiel da capa romântica da burguesia. Serve como agasalho para proteger do rigoroso inverno, com uma profunda abertura nas costas para montaria ou caminhadas. Hoje em dia muitos são os estrangeiros que o compram quando vêm a Portugal por se tratar de um abafo elegante e sofisticado, que homens e mulheres podem ter no seu guarda-roupa. A samarra usada por alentejanos e ribatejanos, também ainda hoje utilizada por homens e mulheres, corresponde a um sobretudo curto usado para aquecer durante os rigorosos invernos.

O Capote e Capelo açorianos, datável do séc. XVII, era executado em seda ou em lã e compunha-se de uma larga capa e grande capuz enformados em cartão. Esta Capote, usado exclusivamente por mulheres, servia para esconder a figura feminina em meio a uma sociedade pervertidamente inquisitorial.

 

 

 

No arquipélago da Madeira, existem diferentes variações do traje típico, evidenciado pelos diferentes microclimas da ilha. O mais divulgado, utilizado no Funchal, Machico e Santa Cruz, era composta no feminino por saia listada, colete ou corpete e capa de cor predominante vermelha, no masculino calça e camisa de linho branca com faixa vermelha. Tanto o homem como a mulher usavam a mesma forma de calçado e toucado, com botas chã para favorecer a caminhada na paisagem ingreme da ilha e toucado em bico.

O traje do pescador da Póvoa do Varzim ou do pescador da Nazaré, o traje feminino de trabalho do Algarve, o traje de trabalho do pastor alentejano e da ceifeira, os trajes da tricana de Coimbra, as sete saias da mulher de Nazaré são outros entre muitos exemplos que marcam a história e a cultura de um povo, passando de geração em geração e perpetuando-se nas festas e romarias de cada aldeia.

Festas dos Santos Populares

Festas dos Santos Populares

“Santo António já se acabou, O São Pedro está-se a acabar, São João, São João Dá cá um balão Para eu brincar!” é a famosa melodia que se ouve em cada esquina no mês de junho, durante as famosas festas dos Santos Populares. Junho é um mês para sair à rua e festejar os santos com muita sardinha, caldo verde, tremoços, marchas populares e folclore que fazem parte das tradições festivas de Santo António, São João e São Pedro celebrados nos respetivos dias 13, 24 e 29 de junho. Muitas são as cidades, vilas e aldeias que se recheiam de cores e animação e enchem as ruas de tendas com farturas, algodão doce, manjericos, sardinha assada, completas pelos carrosséis e animadas marchas populares para celebrar estes feriados. Em Lisboa honra-se com sardinhas e manjericos o Santo António, no Porto e em Braga o São João é festejado com martelinhos e alho-porro, em Sintra e em Évora festeja-se o São Pedro. As ruas enchem-se de euforia e alegria, onde todos participam desde o mais novo ao mais velho, e partilham-se danças e iguarias populares. Também por estes dias, precisamente no dia 12 de junho, em homenagem ao Santo António casamenteiro e padroeiro dos namorados, celebram-se em Lisboa os casamentos de Santo António. Diversos casais com o sonho de se casarem mas sem possibilidades financeiras para uma festa merecida, celebram em conjunto a cerimónia civil e religiosa organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, com ofertas do município e também de diversas empresas como forma de auxiliar a nova família.

Festas de São Martinho

Festas de São Martinho

"Num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada. S. Martinho não hesitou, parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. Apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o ato de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio, e o céu e a terra sorriem com a bênção dum sol quente e miraculoso.” É esta a lenda que se conta do S. Martinho, celebrado a dia 11 de novembro durante o inverno mas em que por norma o sol brilha para fazer acontecer o carinhosamente chamado de Verão de S. Martinho. Neste dia a tradição em todo o país é assar as castanhas e beber água-pé ou jeropiga. Por entre os magustos e as provas de vinhos, não faltam as festas com música popular, o convívio ou as ofertas de solidariedade.

Festas e Romarias

Festas e Romarias

A melhor forma de estar em contato com a cultura de um povo é sem dúvida através de uma visita durante uma festa ou romaria local. As festas e romarias são numerosas e variadas em Portugal e acontecem por todos o país, onde em data própria cada cidade, vila ou aldeia tem o seu próprio festejo com um traço típico da cultura popular do seu povo. Estas celebrações fazem parte das tradições e memórias de um povo que se esforça por manter atual esta cultura com séculos de existência. As Romarias são festejos em honra de um santo patrono, que se completam por duas importantes dimensões: a religiosa, com as suas caraterísticas próprias como o cumprimento das promessas pessoais e a missa com sermão solene e procissão; e a profana, com presença habitual da feira (algumas com gado, artigos variados, equipamentos de diversão, entre outros), tendas com comes e bebes, jogos tradicionais, concertos e os bailaricos com danças tradicionais. As festas populares, também numerosas em todo o país, relacionam-se muitas vezes com um acontecimento desse local ou em épocas de determinados produtos, como as festas das vindimas, festa da flor, festa da espiga, festa do mel, festa da amendoeira em flor, entre tantas outras. Estas festas recheadas de alegria e animação, são celebradas sempre na presença da extraordinária gastronomia local, produtos típicos, música típica e danças tradicionais.

Testemunhos

"Obrigada por todo o profissionalismo e conhecimento da terra natal, isso para nós foi ótimo, porque o atendimento de vocês superou as minhas expectativas. Continuem com este serviço personalizado de qualidade. Sucesso, vocês merecem."

Laura e Camille, São Paulo, 2016-08-08

"Quero agradecer à Portugal B'side pela excelente organização da minha viagem a Portugal, foram momentos inesquecíveis. Muita coisa para ver e fazer, paisagens lindíssimas, para não falar na excelente gastronomia e no clima. Um beijinho muito especial de obrigado por toda a dedicação."

Sergio e Aline, Rio de Janeiro, 2016-07-25